23 de março de 2011

Aprendi a analisar mais as situações e entendi que amigos não são aqueles que insistem em tocar no assunto que mais te faz sofrer, mas sim aquele que quando vê que você está indo pelo caminho errado faz de tudo pra te impedir: te puxa, entra na sua frente e até te derruba, mesmo que o tombo tenha te machucado, que você tenha torcido o pé, o importante é você não sofrer. O problema no pé passa. Mas se Ela não estivesse lá pra te impedir, e você tivesse seguido em frente, pelo tal caminho errado, você teria quebrado o coração, e isso não passaria.

Julia F.
É. Eu devo ter açgum problema. Mesmo prometendo a mim mesma que não iria mais pensar em você, que iria te esquecer, me vejo várias vezes fazendo justamente o contrário de tudo isso. Tudo me lembra você. Um olhar, um sorriso, uma música, um filme... Tudo. Ou eu não aprendi a cumprir promessas, ou o meu problema é TE AMAR.

Julia F.

15 de março de 2011

Sinto saudades de coisas que nuncas aconteceram. De momentos pelos quais nunca passei. Sinto ciúmes do que nunca foi meu. De quem nunca foi meu. É estranho não é? Sentir saudades de coisas que nunca aconteceram, ou ciúmes do que não se tem… Na verdade, não é. Porque, na verdade, não sinto saudades, tenho esperança de que um dia isso aconteça, não sinto ciúmes, só queria que fosse meu. Só meu.

Julia F.

11 de março de 2011

Te amo tanto.


Confesso que quando pequena te achava parecisa com a Sandy. É. E você achava que eu era doida. Confesso que sempre quis ter um cabelo como o seu. É. Aquele cabelo de antigamente. Pra mim, ele era o cabelo mais bonito do mundo. Confesso que queria ter todas as suas roupas pra mim. Confesso que sempre quis ser mais velha que você pra poder brigar com você. Pois é... Confesso que você me irritava sempre que me mandava fazer algo que eu não queria e se eu não fizesse você já logo gritava pra eu ir rápido. Confesso que queria participar sempre das suas conversas com as suas amigas porque achava um máximo ter amigos mais velhos. Confesso que adoro quando lembro das coisas e você não. E então você fala: Nossa, você lembra de cada coisa... Confesso que adoro nossas conversas hoje em dia, mesmo elas sendo, às vezes, meio sem sentido. Confesso que adoro ver você dançando feito uma doida pela casa toda.
Confesso que já te achei a pior irmã do mundo. Mas hoje, analisando todas essas situações, vejo que eu tinha você como inspiração. E ainda tenho: um dia você ainda vai me ver dançando assim por toda a casa. AGUARDE. Confesso que você é a Melhor Irmã do Mundo.

Confesso que te amo tanto...

Julia F.  para: Bárbara F., a melhor irmã do mundo.
Casar com um homem rico e famoso, ser rica e famosa, morar numa mansão, ter milhões de amigos. Esses não são os meus sonhos. Meu único sonho é SER FELIZ.

Julia F.

8 de março de 2011

Não sou boa com as palavras...


Não sou boa com as palavras. Pelo menos quando se trata de sentimentos. Quero traduzir tudo o que sinto, mas não sei como. Me atrapalho com as palavras. Talvez se quem escrevesse no meu lugar fosse o meu coração eu conseguiria me expressar melhor. Às vezes tenho a nítida impressão de que só eu entendo o que eu escrevo. Porque, afinal, é o que eu estou sentindo, não é? Outras vezes penso em desistir de escrever. Mas ai, penso mais um pouco e vejo que se eu não escrever, vou “explodir”, porque escrever é uma forma de me expressar,de expressar meus sentimentos. É muito bom quando vejo que alguém entende e compreende o que eu escrevo, porque é ai que vejo que não estou sozinha, que não sou a única a sentir algo tão difícil de expressar. Mas também é bom quando vejo que alguém não entende o que eu escrevi. É. É bom, porque vejo que existe um mundo só meu. O Meu Mundo. E que ninguém vai poder se intrometer nele, porque afinal, eles não entendem.

Julia F.

tá vendo?já me atrapalhei de novo…

5 de março de 2011

Ela sobre ele: Acho ele tão mal educado, egocêntrico, antipático e canalha. Faz piadas idiotas em momentos inapropriados. Odeio quando ele puxa meu cabelo, me trata mal, ignora o que eu falo porque está jogando video game. Ele só sabe reclamar das minhas atitudes, detesto a arrogância que usa quando fala comigo. Não gosto daquele cabelo bagunçado e nem da forma que ele se veste. E é por isso que eu não quero nada com ele.
Ele sobre ela: Ela é chata, egoísta e mimada. Demora mais pra combinar uma maldita saia com um sapato do que Deus demorou pra criar o mundo. Nunca abre a boca pra me elogiar, só sabe destacar os meus defeitos e esfrega meus erros na minha cara toda vez que tem a oportunidade. Odeio o tom de ironia que ela usa comigo, ou quando censura o meu estilo. E é por isso que eu não quero nada com ela.
Os outros sobre os dois: Se você olhar nos olhos dela, vai ver que ela é louca por ele. Se você olhar nos olhos dele, vai ver que ele faria qualquer coisa por ela. Eles tem química, física e todas as outras matérias quando estão juntos, até matemática eles são… Os sorrisos se multiplicam, a tristeza diminui, a felicidade é dividida entre os dois e o amor aumenta. Ele puxa o cabelo dela, ela sorri para ele. Ela fala que a bolsa está pesada, Ele a carrega. Ela reclama que ele faz tudo errado, ele ri e diz que é porque ela gosta. Dividem amigos, conversam o tempo todo, são ciumentos ao extremo. Nasceram para ficar juntos, foram moldados exclusivamente um para o outro. E é por isso que ninguém entende porque os dois ainda não tem nada.

2 de fevereiro de 2011

Saudades-Clarice Lispector


Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria e nem apareceu;
de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo, em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados... para contar dinheiro... fazer amor... declarar sentimentos fortes... seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you" ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis!
De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...